Eu te amei tanto, mesmo quando as pessoas diziam que te amar era idiota, mesmo quando eu tinha a certeza de que você não era a pessoa certa para mim, nos poucos segundos em que eu te odiava, nada estava acima de você, você era prioridade na minha vida. Eu sempre te amei assim, na verdade, eu te amo, nunca deixei de amar, e até mesmo admitindo que estou errada, eu quero continuar te amando, ou sofrendo, não sei, são quase as mesmas coisas mesmo.
É incrível como depois de tanto tempo você ainda ter esse poder sobre mim. De me machucar com um simples gesto, mas não machucar como em um machucado passageiro, mas deixar um buraco enorme dentro do meu coração que demora para sarar, ou até mesmo às vezes não sara. Por que? Por que tenho que sofrer tanto por uma pessoa que nem ao menos sabe desse sofrimento, ou até mesmo não quer saber? Por que não podemos gostar realmente só de quem também gosta da gente? É triste, mas o mais triste é não termos a resposta de uma pergunta que nunca sai de nossas cabeças.
Meu passado eu sei, preferi guardar a dor só pra mim, por não ser tudo aquilo que você sonhou. Aqui dentro morou o frio, mas o sol vai trazer tudo o que eu preciso pra viver. Onde vai dá essa dor, essa chuva que insiste em me ferir? (Hevo 84)
Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama. (William Shakespeare)
Não é por que você me ver sorrindo, brincando, “alegre”, que necessariamente estarei feliz, com tranquilidade no meu coração.
Você me pergunta: “Pra que ser diferente?”, e eu te respondo: “E pra que ser normal?”. Reflita.